[vagas na Baião de Dois]

Meus amigos mais próximos me desejaram feliz aniversário ontem no Facebook e vários deles enviaram junto com os parabéns um recadinho que, com pequenas variações, tinham a mesma essência: "Herbert, trabalhe menos."

Sim! Esse é o plano! Depois de 13 anos trabalhando/estudando uma média de muitas horas por dia (acredite, muitas), é hora de mudar um pouco as coisas.

Como não posso deixar cair o nível dos projetos, o plano é o seguinte:

1. Contratar de 2 a 4 assistentes numa só tacada.

- A ideia é formar uma equipe nova. Dar oportunidade para quem quer (muito) uma oportunidade.

- O período de experiência será de até 3 meses. Tempo para mostrar talento e vontade de permanecer na equipe. 

- O que buscamos? Pessoas com capacidade de absorver conhecimento rapidamente e, principalmente, com vontade de ajudar. Atender o telefone entra na categoria ajudar... assim como participar de uma reunião de briefing, criar um layout ou uma estratégia de uso do Twitter, por exemplo. As vagas são para assistentes, cada um com sua responsabilidade e todos experimentando todas as áreas.

- Qual o pré-requisito para o cargo? Querer estudar, estar estudando ou ter estudado algum curso (Funyl, por exemplo) relacionado à nossa atividade (comunicação).

- É necessário ter experiência? Não. Algum conhecimento e boa cultura, sim. 

2. Ganhar o mundo.

Se você conhece alguém que queira uma oportunidade para começar no mercado, por favor nos indique. Você estará ajudando muito (nós e ele/a).

Para se candidatar, basta enviar o CV e um parágrafo se apresentando até 23/05/2011. O email é vagas@dabaiao.com.br.

Baião de Dois
Somos uma empresa focada em projetos de comunicação interativa e digital com pilares no design. Desenvolvemos projetos institucionais e conceitos interativos que reforçam campanhas de promoção, evento e publicidade.

Quem dirige a empresa?
Olá, meu nome é Herbert Mascarenhas. Você pode ter mais informações procurando meu nome no Google (eu vou fazer o mesmo com o seu quando tiver a oportunidade. Justo, certo?)

O que fazem hoje as pessoas que trabalharam na Baião de Dois?
Abaixo a lista das pessoas que passaram pela empresa.

Victor Guerra (@estudionous), professor do DI na UnB, grande mestre e pensador.
André Cunha (@andrecunha), diretor de arte da HUGE inc, em NY.
Rogério Lionzo, sócio do MOPA e diretor de arte da Syrup, em NY.
Filipe Braga (@fillbraga), abriu sua própria empresa.
Thales Pessoa, alguém sabe do Thales?
João Sebben, alguém sabe do João?
Gabriel Gareso, motion designer e sócio da IMG.tv.
Hélio Miranda (@heliomx), alguém sabe do grande mestre Hélio?
Daniel Malva, responsável pela AI da @monumenta.
André Felipe, freela. Deve estar rico.
Fabrício Ide, está nos EUA estudando roteiro.
Joãozim, alguém sabe dele?
Érica Ortiz, alguém sabe da Érica? Ela tinha passado no Programa de Trainee de alguma gigante de SP.
Flávio Ludgero, hoje trabalha com consultoria.

 

 

[certo. o que é certo]

"We need to revolutionize education to encourage creativity and need to teach our kids to play, take a chance and create."

@TheNextWeb

 

Por que nunca citaram essa frase para a mãe daquele menino tímido sentado ali no meio da sala de aula? Pobre menino, sempre tão concentrado em prestar atenção a tudo que os professores diziam, a tudo que estava sendo anotado no quadro-negro... Tsc tsc, esteve tão focado em tirar boas notas que preferiu fazer o trabalho sozinho para poder se concentrar mais no assunto a ser pesquisado.

Pobre menino, se convenceu de que o trabalho era para ser feito em grupos de 5 ou 10 coleguinhas porque a professora queria ter menos trabalhos para corrigir. Tudo bem que ele não estava assim tão errado mas, na 4a série, já estava tão condicionado a fazer "tudo certo"  que não percebeu que o trabalho feito em grupo era, também, uma oportunidade de interagir mais com os coleguinhas, falar, sim, sobre aquele jogo do Mega Drive, sobre o gibi do Cascão, sobre a calcinha que a Fernandinha, a gatinha da sala, deixou aparecer durante o recreio da semana passada.

Pobre menino. Foi tão aplaudido por seu boletim com estrelinhas douradas, em reconhecimento às boas notas, que achou que estava fazendo tudo certo.
 

"We need to revolutionize education to encourage creativity and need to teach our kids to play, take a chance and create."
 

Fazer sempre o certo (ter medo de errar) reduz a zero as chances de fazer algo inovador.

[Tremenda injustiça?]

Passeando pelas páginas da revista Alfa na manhã de uma segunda-feira tranquila, me deparei com um texto de Ailin Aleixo que me fez rir e faço questão de digitar na íntegra só para poder compartilhar e ver no que vai dar...

Mulher não pode tudo
Por que a história de
Comer, Rezar, Amar é uma tremenda injustiça com os homens

Leia o texto abaixo, feche os olhos por alguns segundos e tente se imaginar na situação. Depois a gente volta a conversar.

Num belo dia, você acorda e depara com sua mulher dizendo que está te deixando porque se sente miseravelmente infeliz - mas, por mais que você questione, ela não consegue explicar a razão. Resume-se a dizer que precisa partir em uma jornada de autodescobrimento porque "perdeu a conexão consigo mesma". Uma semana depois, a criatuta embarca para a Itália, emenda com a Índia e termina na Indonésia. Mas antes de colocar os pezinhos deprimidos no avião, fecha um acordo de US$ 200.000 com uma editora para, assim que retornar, publicar sua "busca interior". E quanto a você? Bom, após um ano tentando se recompor do divórcio, você acorda em outro belo dia e descobre que as memórias de sua ex-mulher viraram um best-seller. Ela ficou rica, famosa e namora um bonitão latino. Para coroar a desgraça, ainda coloca nas suas costas a culpa pelo fim do casamento.

Imaginou? Foi isso que aconteceu com Michael Cooper, o marido da escritora Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer, Rezar, Amar, transformado em filme estrelado por Julia Roberts, em cartaz nos cinemas desde 1º de outubro.

Sim, todo mundo tem direito a encher a pança na Itália, encontrar o divino na Índia e achar alguém para chamar de seu em Bali, mas verdade seja dita: se o protagonista da história fosse um homem, não seria reconhecido no planeta todo como um "ser forte, com coragem de enfrentar seus mais profundos questionamentos". Seria chamado de desgraçado, apontado na rua como o bastardo que abandonou a mulher com uma desculpa esfarrapada e foi farrear mundo afora bancado por uma editora machista. Mas Elizabeth virou Deepak Chopra (nota do Herbert, veja mais aqui) das mocinhas infelizes...

Enquanto ela procura seu "caminho pessoal" tomando gelato na Itália, Cooper, que trabalhou durante toda sua vida na defesa dos direitos humanos, encontrou outra maneira de lidar com a situção: viajou, silenciosamente, por Kosovo, Mongólia, Irã, Iraque e alguns países da África ajudando pessoas atingidas por desastres naturais e conflitos armados. Mas essa história não venderia um exemplar.

Verdade seja dita, com essa leitura eu ri sozinho e silenciosamente. Principalmente imaginando algumas amigas lendo esse texto e ficando vermelhas de ódio. Tomara que alguém se manifeste deixando suas impressões sobre o texto - fiquei curioso para saber a reação alheia. Por hora, já adianto uma crítica feminina do artigo, por Luana Soares, aqui.

[apple no Brasil - impostos]

Apple_preco

Você entra no site da Apple americana e confere os lançamentos:

- Apple Nano: $149,00 (doláres)

Daí entra na Apple brasileira e:
- Apple Nano: R$ 549,00 (reais)

A reação número 1 é ficar puto. Lógico.

Mas a Apple Brasil, tentando reagir a essa reação tão natural (ficar puto!), colocou uma informação nova na sua Store. No printscreen, em destaque.

[administracao e vida]

Extraído da Harvard Business Review.

...
Segundo ele (Frederick Herzberg), o que realmente nos motiva na vida não é o dinheiro, mas a oportunidade de aprender, de assumir responsabilidades e crescer, de ajudar o outro, de ter nossas conquistas reconhecidas. Conto aos alunos sobre uma espécie de visão que tive quando dirigia a empresa que fundei antes de virar professor. Em minha mente, vi uma gerente da firma saindo cedo para o trabalho com a autoestima relativamente alta. Em seguida, a imaginei voltando para casa dez horas depois, sentindo-se desvalorizada, frustrada, subaproveitada, humilhada. Imaginei o profundo impacto que essa queda na autoestima teria em sua relação com os filhos. A imagem em minha cabeça avançou então para outro dia, no qual ela chegava em casa com uma autoestima maior — com a sensação de que aprendera muito, de que fora reconhecida por feitos louváveis, de que tivera um papel relevante no sucesso de iniciativas importantes. Imaginei o impacto positivo que isso teria nela como esposa e mãe. Minha conclusão? Quando bem exercida, a administração é a mais nobre das profissões. Nenhuma outra ocupação nos dá tanta possibilidade de ajudar o outro a aprender e a crescer, a assumir responsabilidades e ter seus feitos reconhecidos, a contribuir para o sucesso de uma equipe. Cresce o número de estudantes que chegam ao MBA pensando que uma carreira no mundo dos negócios significa comprar, vender e investir em empresas. É uma pena. Fechar negócios não traz gratificação tão profunda quanto ajudar alguém a crescer.

[estresse]

"No campo neurológico, o que ocorre é o seguinte: ao topar com um fator estressante no trabalho (um funcionário difícil, uma negociação dura, um prazo apertado, ou algo pior), somos capazes de lidar com o problema por um breve período antes que surjam os efeitos negativos. Se formos expostos por períodos longos demais ao reflexo de fuga ou luta, a pressão ficará muito grande e nosso sistema será inundado pelos hormônios epinefrina, norepinefrina e cortisol. Isso faz subir a pressão, o batimento cardíaco e a atividade cerebral, efeitos bastante prejudiciais com o passar do tempo. Nossas últimas descobertas indicam, porém, que se abandonarmos totalmente o problema naquele momento, através de certos mecanismos, o cérebro se reorganiza de modo a gerar uma comunicação melhor entre os hemisférios. Com isso, fica mais capacitado a resolver o problema.


Para entender esse mecanismo, o melhor é voltar ao trabalho realizado quase um século atrás por dois cientistas de Harvard, Robert Yerkes e John Dodson.


Em 1908, os dois demonstraram que a eficiência aumenta com o aumento do estresse - mas só até certo ponto. Depois disso, o rendimento cai drasticamente"

Via: Harvard Business Review

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